Aquecimento Vocal I

Por , agosto 23, 2015 12:44 am

Aquecimento Vocal II

Por , agosto 23, 2015 12:39 am

Vídeo da Cantata “Vivo Está”

comentários Comentários desativados em Vídeo da Cantata “Vivo Está”
Por , agosto 12, 2010 6:08 pm

Cantata de Páscoa apresentada em 2009

Harpa Cristã

comentários Comentários desativados em Harpa Cristã
Por , agosto 12, 2010 6:07 pm

Se você quiser conhecer os hinos da harpa Cristã (hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil). Clique na imagem para fazer o Download dos arquivos MIDI.

Partituras para coral

comentários Comentários desativados em Partituras para coral
Por , agosto 12, 2010 5:52 pm

clique na imagem para baixar

Aquecimento vocal

comentários Comentários desativados em Aquecimento vocal
Por , agosto 12, 2010 5:38 pm

Técnicas para os lábios

Esse exercício é feito com a vibração dos lábios. Para isso, deve-se levar os lábios à frente, elevando o diafragma, para que este sirva de apoio na execução do exercício. O resultado deste, lembra a pronúncia conjunta das letras BR e poderíamos compará-lo a uma imitação do ronco do motor de uma moto.

Técnica da língua

Esta técnica é realizada com a vibração da língua, lembrando uma pronuncia exagerada da letra R. Para a execução desta técnica, também deve-se elevar o diafragma fazendo com que este proporcione um bom apoio. O som deste exercício nos faz lembrar uma hélice de helicóptero em movimento.

Procure passear com estas técnicas por regiões graves e agudas de sua voz.

Técnicas com a letra M

Este exercício é feito para que, a princípio, a pessoa sinta a vibração da letra M internamente e, sobretudo, sinta esta ressonância na região das bochechas (caixa de ressonância da voz).

O efeito deste M interno nada mais é do que a própria preparação bocal que fazemos normalmente para que possamos pronunciar palavras que comecem com esta letra, porém, esta preparação será agora prolongada.

Para se produzir este M interno corretamente, deve-se cerrar os lábios e imaginar um espaço dentro da boca suficiente para caber uma bola de ping-pong. A ponta da língua deve estar em contato com os dentes frontais superiores e o som do exercício lembra a pronúncia do nº 1, porém prolongado e com a boca fechada.

É preciso tomar cuidado para que a vibração do som não se torne nasal, pois após um tempo de sustentação deste som, com o apoio da elevação do diafragma, a boca se abre lentamente na pronúncia da sílaba MO, prolongando-se o O.

Para uma boa execução deste exercício, sugiro um prolongamento de quatro tempos, marcados pausadamente, para a sustentação do M interno e mais quatro tempos para a sustentação da letra O.

Mais uma vez quero ressaltar a importância da elevação do diafragma. Para isso, você pode, a princípio, contrair a barriga, descontraindo-a gradativamente a medida que o exercício é realizado e o ar inspirado no início é solto.

Quando falo das bochechas com caixa de ressonância, é para concientizá-lo que, trazer a vibração do som exclusivamente para a garganta é um “suicídio vocal” ou seja, um convite a rouquidão ou a aquisição de nódulos vocais, entre outros danos.

Por fim, quero colocar que estes exercícios servem como um aquecimento para as cordas vocais, como um início de utilização do diafragma e devem ser feitos descontraidamente.

Apoio respiratório

comentários Comentários desativados em Apoio respiratório
Por , agosto 12, 2010 5:37 pm

O diafragma é o principal músculo da respiração, situado na base do pulmão: quando inspiramos o diafrágma é estendido e quando expiramos ele sobe. A respiração, sempre que possível de ve ser nasal, pois assim o ar é filtrado e aquecido pelas narinas.

A respiração usada para o canto recebe às vezes nomes diferentes, dependendo do autor. Alguns a chamam costo-diafragmática, outros abdominal-intercostal. O fato é que devemos encher desde a base do pulmão, suas laterais até às costas, sem levantar os ombros. ” Quando se pede aos alunos, no início das aulas de fala ou de canto, para inspirarem profundamente, 80% inspiram com uma elevação forçada das costelas e das clavículas, mantendo os músculos abdominais contraídos, erguendo os ombros, ficando vermelhos no rosto e pescoço… Esta respiração forçada tem conseqüencias desastrosas, em primeiro lugar para a voz. A laringe fica sob alta pressão, e pior ainda se a pessoa não articula bem, trancando os maxilares. Assim, a pressão é dupla e as nossas cordas vocais não podem vibrar livremente.” ( Manual Prático de Técnica Vocal. Charlotte KAHLE. Porto Alegre, Livraria Sulina Editora.1966) .

Para o cantor é necessário saber administrar a entrada e a saída do ar que respira. A esse controle dá-se o nome de apoio. ” Apoio, portanto, é o controle elástico e consciente da força retrátil passiva e espontânea do movimento de elevação do diafragma ao promover a expiração, e é conseguido pelo domínio de seus antagônicos- os músculos abdominais e intercostais – com a finalidade de manter o equilíbrio da coluna de ar e aplicá-la à fonação.”( Técnica Vocal para Coros. Helena Wöhl COELHO. Editora Sinodal, São Leopoldo, 1994).

Uma das preocupações mais freqüentes no trabalho vocal do cantor é o fato de a voz ir para a garganta, que é a região de vibração. Mais especificamente, falamos das pregas vocais, que vibram para produzir o som e não devem, portanto, receber qualquer tensão. No entanto, faz-se necessário um ponto de apoio para que se possa lançar o som vocal à distancia que se deseja. Via de regra, os cantores fazem da garganta esse ponto de apoio. Essa incoerência faz com que os cantores passem a exibir gargantas estufadas e veias saltadas. Nossa proposta de apoio é a pressão que pode ser deflagrada entre os dois diafragmas: o diafragma torácico e o diafragma pélvico. O cantor deve promover uma leve pressão abdominal (baixo ventre), mais ou menos a uns quatro dedos abaixo do umbigo, seguindo-se de uma leve contração glútea. A situação pode ser comparada ao que chamamos de barriguinha de praia: um leve recolhimento da barriga, sem envolver a região estomacal, seguido de sutil contração glútea. Este exercício deve ser incorporado ao dia-a-dia do cantor, tornado-se um hábito natural e constante da sua vida. É para esta região pélvica que o cantor deve encaminhar sua atenção quando desejar uma projeção mais resistente. O cinturão pélvico, como costumamos chamar a esta disposição corporal, também é indispensável para a fala cênica. Quando o ator dirigir sua fala para o grito ou para o sussurro, recomenda-se um cingimento máximo do cinturão pélvico. Nessa situação, por pressão negativa, existe grande quantidade de ar retirada pelos pulmões. É muito comum que os atores levantem os ombros antes do grito e essa atitude fatalmente soltará o cinturão pélvico, deixando obviamente o grito sem apoio pélvico e situando na garganta; logo, recomenda-se muito cuidado, observação e treino. Se o apoio está a cargo do cinturão pélvico, as costelas são responsáveis pela pressão de sucção e de expulsão da coluna aérea. O vento, ao passar pelas pregas vocais, faz com que estas vibrem, produzindo o som fundamental ou som inicial, que será amplificado e modelado na seqüência de percurso de expulsão. Na amplificação sonora, os seios paranasais e o osso externo têm grande participação. A modelagem corre por conta dos lábios, da língua, do véu palatino e demais componentes buco-nasais. Observe a figura abaixo:

1. Barriga para dentro (quatro dedos abaixo do umbigo, ou se preferir logo acima do osso pélvico)

2. Movimento da massa glútea, fechando as nádegas

3. Os joelhos devem permanecer “bobos”

4. Ao andar, contrair as nádegas alternadamente.

Exercício para percepção da inspiração involuntária

Muitas pessoas fazer muito barulho ou forçam a inspiração numa tentativa de encher mais o pulmão de ar. Muitas vezes a musculatura está muito tensa e impede uma livre circulação de ar. Solte todo o ar murchando a barriga. Fique alguns instantes sem ar. Relaxe a musculatura deixando então o ar entrar, mas sem forçar sua entrada. Faça isso algumas vezes e você vai perceber que não há necessidade de fazer esforço para que o ar entre. Ele entrará sozinho, pois a entrada do ar é algo que acontece naturalmente quando sentimos necessidade de inspirar. Esse exercício serve também para exercitarmos a elasticidade da musculatura abdominal para dentro e para fora.

Exercício para a ativação e expansão da musculatura diafragmática e intercostal.

Inspirar enchendo primeiramente a região abdominal e depois as costelas, lateralmente. Expirar primeiramente o ar do abdômen e depois na parte lateral das costelas. Fazer isso num movimento contínuo: Inspiração: parte baixa depois lateral; expiração: parte baixa e lateral. Exercício para treinar a saída do ar com controle ( apoio) Precisamos, no canto, dominar o tempo da entrada e da saída do ar. Precisamos dosar a saída do ar conforme o tamanho de uma frase musical e a inspiração também deve estar de acordo com o tempo hábil para fazê-lo entre uma frase e outra. Inspirar abrindo as costelas e na expiração soltar o ar firmando o abdômen tentando não fechar as costelas. À medida em que o ar vai acabando, aumentar a pressão da musculatura abdominal. ( esse exercício pode ser feito contando o tempo da saída do ar para ir aos poucos dominando maior tempo na saída. Ex: soltar o ar em dez tempos depois em quinze, vinte, etc). Podemos também acrescentar a este exercício o controle do tempo da entrada do ar, que muitas vezes deve ser rápda, dependendo da frase musical. Então, além de contar a entrada do ar, fazemos uma contagem para a inspiração e vamos a cada vez diminuindo o tempo para a inspiração.

Exercício para treinar a pressão da saída do ar.

Quando temos uma nota mais aguda de repente, ou precisamos fazer um som com uma intensidade mais forte, precisamos utilizar mais o apoio respiratório para não sobrecarregar as cordas vocais. Tomando como base o exercício anterior, vamos, na saída do ar, fazendo movimento abdominais com pressão alternada. Na saída do ar com um “sssss” prolongado, vamos fazer ora uma pressão no abdômen e ora diminuindo essa pressão. Isso num mesmo sopro, sem interrupção. Você vai observar que quando aumenta a pressão do abdômen aumenta a pressão do ar. Não esqueça de manter as costelas abertas. Exercício para treinar a abertura das costelas Uma das formas para sentir a abertura lateral das costelas no canto é da seguinte maneira: Vá inspirando lentamente e ao mesmo tempo levantando os braços na lateral até que ele chegue à altura dos ombros. Mantenha alguns segundos a inspiração e observe que suas costelas estarão mais abertas na lateral. Solte o ar e tente manter as costelas abertas. Faça uma vez a expiração com os braços ainda na lateral e depois tente fazê-la soltando os braços mas mantendo as costelas abertas. OBS: Cuidado para não tensionar os ombros enquanto faz o exercício e também cuidado para não direcionar o ar para a parte alta do pulmão. Outro exercícios para sentir a abertura das costelas, mas na sua região costal faça o seguinte: sente na ponta de uma cadeira, deixe seu corpo cair todo para frente, inclusive sua cabeça. Inspire nesta posição e vai perceber que o ar se direciona para a lateral e para as costas.

Exercício para treinar a respiração na parte baixa do abdômen

Muitas pessoas quando tentam fazer a respiração intercostal a fazem de forma muito “alta”, ou seja, utilizando pouco os músculos abdominais. Existem diversas técnica de respiração. Acredito que deve-se inspirar desde a base do abdômen abrindo em seguida as costelas. Em alguns momento ou para algumas pessoas torna-se difícil fazer a respiração mais baixa, principalmente para indivíduos com tendência a ansiedade e vida muito agitada. Quando a respiração ” não desce” e mantém muito no tórax, a melhor maneira de fazê-la “abaixar” é através da contração e relaxamento dos músculos glúteos. Experimente expirar o ar lentamente e, ao mesmo tempo, fazer uma contração glútea. Quando se encontrar sem ar relaxe o abdômen e vai perceber como a respiração se torna plena. Repita o exercício algumas vezes.

Referências Bibliográficas:

Expressão Vocal e Expressão Corporal. Glorinha Beuttenmüller e Nelly Laport. Editora ENELIVROS, Rio Janeiro,1992.

Manual Prático de Técnica Vocal. Charlotte KAHLE. Porto Alegre, Livraria Sulina Editora.1966

RESPIRAÇÕES. Philippe Campignion. Summus Editorial, São Paulo, 1996

Respiração

comentários Comentários desativados em Respiração
Por , agosto 12, 2010 4:37 pm

Inspira, expira. Inspira, expira. Entra o ar, sai o ar. É assim o tempo todo! Você pode estar na escola, correndo, comendo, vendo tevê, dormindo – não importa.

Lá está você: inspirando, expirando, puxando ar, mandando ar embora.

Mas por quê a gente respira? Porque somos formados por células, milhões de células, e cada uma precisa de um pouco de ar. Tem que ter ar para todas! E quando a gente faz um exercício físico, como dançar ou jogar futebol, as células precisam de mais ar. Por isso a gente respira mais depressa e o nosso coração bate mais forte. Mais ar! Mais ar!

A respiração é a função mediante a qual as células vivas do corpo tomam oxigênio (O2) e eliminam o bióxido de carbono (CO2).

É um intercâmbio gasoso (O2 e CO2) entre o ar da atmosfera e o organismo.

O sangue circula dentro de diminutos vasos adjacentes a cada célula corporal e são os glóbulos vermelhos do sangue que levam oxigênio aos tecidos e extraem bióxido de carbono.

Nos pulmões, os glóbulos vermelhos descarregam seu bióxido de carbono no ar e dele tomam sua nova carga de oxigênio. O processo se chama hematose.

O sistema respiratório está formado por:

Vias respiratórias: cavidades nasais, nasofaringe, traquéia, árvore bronquial; que conduzem, aquecem, umedecem e filtram o ar inalado de partículas de pó e gases irritantes, antes de sua chegada à parte pulmonar. Parte respiratória dos pulmões, formada pelos pulmões com os bronquíolos respiratórios, os alvéolos pulmonares e o tecido elástico.

Todas as vias respiratórias, das narinas até os bronquíolos terminais, se mantêm úmidas pela presença de uma capa de células (epitélio) que produz uma substância chamada muco. O muco umedece o ar e impede que as delicadas paredes alveolares se sequem, ao mesmo tempo que apanha as partículas de pó e substâncias estranhas. Também há células ciliadas. Os cílios são espécies de pelos na superfície da célula que têm um movimento ondulatório. Esses movimentos fazem com que o muco flua lentamente até a laringe. Depois o muco e as partículas que leva presas são deglutidas ou expelidas pela tosse.

respiração

A respiração é uma das funções essenciais do organismo. Consiste em fornecer oxigênio ao sangue, oxigênio esse que será levado a todas as células. Sem oxigênio, os tecidos, e, portanto, o organismo inteiro, não poderiam viver. O oxigênio está contido no ar e o ar entra em contato com o sangue, mediante um aparelho chamado “respiratório”. Permite ele as trocas entre o sangue e o ar: o ar cede ao sangue o oxigênio; o sangue, por sua vez, por meio dos pulmões, abandona o anidrido carbônico que é um produto de rejeição da respiração das células. A respiração se exerce por meio de uma série de atos tais que permitem a passagem do ar através das vias respiratórias.

Começando pelo nariz, que é onde a gente pega o ar. Dentro do nariz, há um monte de pêlos. Eles servem como um filtro, já que o ar pode estar sujo.

E, contra a sujeira, espirro nela! Sim, é um dos motivos por que a gente espirra.

Para expulsar impurezas que vêm junto com o ar inspirado. Imagine – argh – que um mosquito entra no seu nariz. Ele vai ficar preso nos pêlos, aí seu corpo vai expulsar um monte de ar, fazendo uma ventania. É o espirro! O mosquito vai sair a mais de 160 quilômetros por hora! E já vai tarde.

O ar pode entrar pela boca também, mas nesse caso não é filtrado. É por isso que dizem: em boca fechada não entra mosquito. Para o ar, a boca deve ser como uma rua de mão única: só saída.

Do nariz ou da boca, o ar passa por um grande túnel, cheio de estações, como a linha do metrô. No começo do túnel há um portão, a glote. Ela só deixa entrar o ar, impedindo que alimentos passem.

A primeira estação é a laringe, muito importante para a voz. Por isso que a gente fica rouco quando tem laringite: é quando a laringe está doente.

Em seguida, vêm as cordas vocais. São elas que regulam o ar, quando a gente fala grosso ou fino.

Logo embaixo vem a traquéia. É a última estação antes de chegar aos pulmões – ou a primeira quando o ar está saindo. Como o nariz, a traquéia tem um filtro de pêlos, que não deixa que nenhuma partícula passe para os pulmões: próxima parada…

No começo dos pulmões estão os brônquios. A gente só lembra deles se tem bronquite, mas são muito importantes. Os brônquios formam uma rede através do pulmão, levando o ar por caminhos cada vez mais estreitos até os alvéolos. A bronquite faz esses caminhos ficarem muito mais estreitos, causando falta de ar.

Alvéolos pulmonares, a estação terminal do sistema respiratório. Aqui o ar é passado ao sangue e começa outra viagem. Para a gente, o principal componente do ar é o oxigênio. Então o sangue vai pegar o oxigênio com seus glóbulos vermelhos e levá-lo até as mais remotas células. Pensa que demora? Que nada, isso acontece muitas vezes por minuto.

É nos alvéolos também que chega o sangue sujo, com o ar usado. Lembra que o coração manda o sangue sujão para o pulmão? Quando você respira, as células transformam o oxigênio em gás carbônico. Os alvéolos pegam esse ar usado e mandam embora, pelo mesmo caminho por onde entrou: brônquios, traquéia, cordas vocais, laringe, nariz ou boca.

Então quer dizer que, quando a gente fala, nossas palavras estão cheias de significado e… gás carbônico!? Pois é.

A peça central do movimento da respiração é o diafragma. Ele fica logo abaixo da caixa torácica. Para o ar entrar, ele abaixa e empurra o estômago. Para expulsar o ar, ele dá um empurrão para cima. Portanto, quando você fala, é o diafragma que está mandando o ar para cima.

Hic! E o que é o soluço? Às vezes a gente está comendo e engole ar junto. Então a glote fica confusa, não sabe se abre, se fecha… E o diafragma entra em ação, empurrando ar para cima para expulsar algum alimento que possa ter entrado.

Aí, para o soluço ir embora, cada um tem uma receita: beber água pulando num pé só, prender a respiração e contar até 83, pular corda enquanto assovia o hino nacional e outras loucuras.

sistema respiratórioAs vias respiratórias são constituídas por uma série de dutos que permitem ao ar passar do ambiente externo aos pulmões e vice-versa. O ar entra pelo nariz percorre as fossas nasais e passa para a faringe; daí desce pela laringe que é continuada pela traquéia. Esta, chegando no tórax, se bifurca em dois ramos, o brônquio direito e o brônquio esquerdo que chegam aos respectivos pulmões. Para a respiração contribui também a caixa torácica, da qual os movimentos de expansão e de redução são essenciais para que o ar possa entrar e sair das vias respiratórias.

Fossas nasais e faringe, mesmo fazendo parte das vias respiratórias, desempenham ainda outras funções: as fossas nasais são a sede do sentido do olfato, enquanto a faringe pode ser considerada também um órgão do aparelho digestivo desde que por ela (ou melhor, pela porção faringe que está atrás da boca) passa o bolo alimentar, além do ar.

A laringe, a traquéia, os brônquios e os pulmões são, ao contrário, órgãos unicamente respiratórios e não tem outras funções. Ocupar-nos-emos aqui destes órgãos, enquanto as fossas nasais e a faringe terão o seu lugar nos capítulos dedicados aos órgãos do sentido e ao aparelho digestivo.

A DINÂMICA DA RESPIRAÇÃO

Pode dividir-se em distintos processos:

1. Inspiração: Consiste na entrada de ar até os alvéolos pulmonares. Ingressa oxigênio.
2. Processo de intercâmbio de oxigênio e bióxido de carbono entre os alvéolos pulmonares e o sangue; e transporte do sangue aos tecidos.
3. Expiração: consiste na saída do ar dos alvéolos pulmonares para o exterior. Elimina-se bióxido de carbono.

O oxigênio ingressa pela narina, atravessa a faringe, a laringe e traquéia. A traquéia se ramifica em dois brônquios, que se dirigem cada um a um pulmão.

No pulmão os brônquios vão se dividindo e, ao mesmo tempo, diminuem seu calibre até formar os bronquíolos.

respiracao2Esses continuam se dividindo em condutos ainda menores até o bronquíolo terminal ou respiratório, que formam finalmente os sacos aéreos ou alvéolos. Em volta de cada alvéolo há uma rede de capilares sangüíneos. Nos pulmões o oxigênio passa por difusão dos alvéolos aos capilares sangüíneos e o bióxido de carbono dos capilares para os alvéolos.

Nos tecidos corporais o oxigênio passa do sangue e líquidos corporais às células, e o bióxido de carbono no sentido oposto, também pelo processo de difusão. As funções metabólicas normais das células requerem um fornecimento constante de oxigênio e, por sua vez, produzem bióxido de carbono como resíduo, portanto a carga de bióxido de carbono nas células é maior e a de oxigênio é menor em relação à dos capilares, o que produz a difusão de uma zona de maior concentração a outra de menor.

O NARIZ

Os ossos das cavidades nasais estão revestidos por uma capa de células (epitélio) que secreta uma substância chamada muco. Tem uma rega sangüínea abundante. Quando os vasos se dilatam e secretam muco em excesso, produz-se o congestionamento do nariz e a sensação de peso na cabeça, caraterísticos de um resfriado. Quando o ar passa pelas narinas, as cavidades nasais cumprem distintas funções:

Esquentam e umedecem o ar. Normalmente a temperatura do ar inspirado se eleva a uma temperatura que é 1o centígrado menor do que a corporal. Filtram partículas. Os pelos localizados à entrada das narinas são importantes para filtrar as partículas grandes. Porém é mais importanteainda a eliminação de partículas por adesão à membrana. Devido à anatomia dos condutos as se partículas chocam contra o revestimento de muco e são capturadas.

Laringe

laringe

laringe vista de perfil

A laringe é um curto canal que se encontra no pescoço adiante do esôfago. O seu comprimento no adulto é de 4 a 5 centímetros. Começa ela em cima na faringe e é continuada embaixo pela traquéia. A função da laringe não é só aquela de dar passagem ao ar que se dirige aos pulmões ou que deles sai, mas também aquela de emitir a voz. É ela, portanto, o órgão da “fonação”. Tal tarefa é desempenhada pelas cordas vocais que se acham no interior do canal laríngeo. As cordas vocais são constituídas por duas pregas músculo-membranosas, de forma prismática, dispostas, horizontalmente, de diante para trás, e que fecham em parte o canal laríngeo. O ar que sai dos pulmões, passando pela laringe, as faz vibrar. Conforme as cordas vocais estão mais ou menos tensas, os sons que elas produzem são mais ou menos agudos.

‘Dentro das cordas vocais há, na verdade, um músculo muito delgado, chamado tíreo-aritenóideo: a tensão desse músculo é regulável pela nossa vontade, que transmite as necessárias ordens ao nervo laríngeo inferior.. e este, por sua vez, faz contrair ou relaxar o músculo. Em conseqüência, a fenda glótica, isto é, o espaço compreendido entre os bordos das cordas vocais, se alarga ou se restringe segundo o caso. É evidente então que o ar que passa pela glote provoca vibrações de intensidade diversa, a cada uma das quais corresponde uma nota musical ou um som elementar. O timbre da voz depende essencialmente da forma da própria laringe e pode variar na dependência das diversificações que afetam este órgão. No homem, antes da puberdade, o canal laríngeo tem uma secção redonda e a voz é ainda de soprano; depois do desenvolvimento sexual, a faringe muda de forma, a sua secção torna-se elíptica, e o timbre da voz se torna mais grave. Na mulher, ao contrário, a laringe não muda de aspecto e a voz feminina fica geralmente mais aguda e mais metálica do que a do homem.

A laringe é formada essencialmente por cartilagens, que são: a cartilagem tireóide, adiante: a cartilagem cricóide, embaixo; e as duas cartilagens aritenóides, dos lados. A maior dessas cartilagens é a cartilagem tireóide (que não deve ser confundida com a glândula tireóide, com a qual, na verdade, se acha em contato). A cartilagem tireóide forma na frente uma saliência, particularmente perceptível nos indivíduos adultos do sexo masculino: é isso o que vulgarmente se chama “pomo de Adão”.

Na abertura superior da laringe encontra-se uma pequena formação, também essa cartilaginosa, a epiglote, que pode abater-se sobre a laringe fechando-a inteiramente. Isto tem lugar automaticamente durante a deglutição. Graças à epiglote, o alimento engolido não entra nas vias respiratórias mas vai ter ao esôfago. Apenas realizado o ato da deglutição, a epiglote se levanta imediatamente de modo que a laringe possa de novo dar passagem ao ar. Na verdade, quando uma pessoa respira não pode engolir e quando engole não pode respirar.

cartilagem da laringeA laringe é formada por músculos: uns, ditos extrínsecos a movem no seu todo; outros, ditos intrínsecos fazem mover as diferentes cartilagens. Músculos e cartilagens constituem o arcabouço da laringe, cujo volume varia com o sexo e a idade. No seu interior, é ela forrada por uma mucosa que se segue à boca, concorrendo assim para a articulação das palavras.É o órgão da fonação.

Utiliza o ar expirado para produzir a voz, já que nela se encontram as cordas vocais. Intervém no processo da tosse, fechando as vias aéreas de maneira a produzir a pressão necessária para gerar a tosse, depois se abre e permite a libertação do ar de forma brusca (tosse), que limpa as vias do muco e das partículas estranhas.

laringe

Imagens laringoscópicas da laringe. A)-Glote na posição de repouso; B) Glote durante a atividade. 1)-Glote; 2)-Cordas vocais; 3)-Epiglote; 4)-Comissura anterior; 5)-Cartilagens aritenóides; 6)-Comissura posterior

laringe

É uma estrutura alongada de forma irregular que conecta a faringe com a traquéia. Tem um esqueleto formado por diversas peças cartilaginosas e elásticas, unidas por tecido conjuntivo fibroelástico. Seu contorno se percebe desde fora pelo que se chama a “noz” ou “pomo-de-adão”; contém as cordas vocais, pregas de epitélio que vibram ao passar o ar entre elas, produzindo o som.

Faringe

Aqui se cruzam os condutos dos aparatos digestivo e respiratório. Os alimentos passam da faringe ao esôfago e depois ao estômago.

O ar passa para a laringe e a traquéia. Para evitar que os alimentos penetrem nas vias respiratórias, uma válvula chamada epiglote se fecha, mediante um ato reflexivo na parte superior da faringe

É um conduto, de aproximadamente 13 cm, que está em contato com a laringe (pertencente ao aparelho respiratório) e que, por meio de uma válvula, o epiglóte, fecha a entrada do bolo alimentício às vias respiratórias. A faringe se comunica com as fossas nasais, os ouvidos e o esôfago.

faringe

Traquéia

traqueia

1)Laringe; 2)Traquéia; 3)Brônquio esquerdo; 4)Brônquio direito

A laringe é continuada pela traquéia, que é conduto músculo-membranoso, longo de 22 centímetros no homem e de 18 centímetros na mulher. Da traquéia distingue-se uma parte que faz continuação direta à laringe e que está situada ainda no pescoço ( porção cervical ) e uma parte que está situada no tórax ( porção torácica ).

A traquéia tem a forma de um cilindro e apresenta uma seqiiência de relevos e de depressões devidas à presença dos anéis cartilaginososJ em número variável de 12 a 16, unidos entre si por tecido fibroso.

A traquéia está destinada unicamente à passagem do ar. A sua porção cervical pode ser sede de uma conhecida intervenção cirúrgica chamada traqueotomia.

Esta operação tem a finalidade de restabelecer a passagem do ar quando as vias respiratórias estão obstruídas ao nível da laringe. A traquéia está revestida, também ela, no seu interior, por uma mucosa, cujas células têm a característica de serem ciliadas: graças a esses cílios, finíssimos, ela se opõe à entrada de eventuais partículas estranhas. Estas são expulsas das vias respiratórias pela tosse.

A traquéia é básicamente um tubo de ar, continuação inferior da laringe. É elástico, mede de 10 a 12 cm de comprimento e tem um diâmetro igual ao do dedo indicador.

Tem aproximadamente 20 anéis cartilaginosos em forma de ferradura.

Aproximadamente a metade da traquéia está no pescoço e a outra metade no tórax, e termina ao nível do esterno, dividindo-se em dois brônquios.

Brônquios

bronquiosA traquéia se divide em dois brônquios, um direito e outro esquerdo, que se dirigem até os pulmões. Ambos têm pouco mais da metade do calibre da traquéia, sendo o direito mais amplo do que o esquerdo. Este é mais amplo porque o pulmão direito é mais volumoso do que o esquerdo. O brônquio direito se divide em três brônquios secundários, correspondentes cada um a cada lóbulo do pulmão direito. Dos três brônquios secundários nascem 10 segmentários ou terciários:

3 para o lóbulo superior.
2 para o lóbulo médio.
5 para o lóbulo inferior.

É possível distinguir 10 segmentos bronco-pulmonares.

O brônquio esquerdo se divide em dois brônquios secundários, correspondentes cada um a cada lóbulo do mpulmão esquerdo. Os brônquios secundários se dividem em 8 brônquios terciários:

4 para o lóbulo superior.
4 para o inferior.

Portanto, o pulmão esquerdo compreende 8 segmentos.

À medida que se dividem, os brônquios vão fazendo-se progressivamente de menor calibre até passar a dimensões microscópicas e então tomam o nome de bronquíolos. As divisões repetidas dos bronquíolos dão lugar aos bronquíolos terminais ou respiratórios, que se abrem no conduto alveolar, do qual derivam os sacos aéreos. A parede de cada conduto alveolar e saco aéreo está formada por várias unidades chamadas alvéolos.

Árvore brônquio – bronquiolar: Os brônquios, começam na traquéia, penetram no pulmão depois de um curto trajeto e ali se dividem originando 3 brônquios secundários no pulmão direito e 2 no esquerdo. A partir destes, a árvore bronquial se ramifica dicotomicamente em forma desigual. As primeiras 9 à 12 divisões constituem os brônquios; as ramificações seguintes constituem os bronquíolos, dentro dos quais se distinguem sucessivamente os bronquíolos propriamente ditos, os bronquíolos terminais e os bronquíolos respiratórios. Estes se ramificam dando lugar aos condutos alveolares que ao mesmo tempo originam os sacos alveolares ou alvéolos onde se produz o intercâmbio gasoso.

Nos brônquios intrapulmonares, os anéis são substituídos por placas irregulares distribuídas em toda a circunferência do conduto e cuja importância decresce gradualmente até que desaparecem nos bronquíolos. Os brônquios não tem cartilagem e possuem uma armação de fibras elásticas e reticulares que se prolongam na parede alveolar.

árvore bronquial

Árvore bronquial. 1)Cartilagem tireóide; -2)Cartilagem cricóide; -3)Traquéia; -4)Bifurcação da traquéia; -5)Brônquio direit;o -6)Brônquio esquerdo; -7)Brônquio do lobo superior do pulmão direito; -8)Brônquio do lobo médio do pulmão direito; -9)Brônquio do lobo inferior do pulmão direito; -10)Brônquio do lobo superior do pulmão esquerdo; -11)Brônquio do lobo inferior do pulmão esquerdo; -12)Bronquíolos, últimas ramificações.

Os brônquios são a direta continuação da traquéia. Esta, terminado o seu trajeto vertical, se bifurca em dois ramos, que são justamente os brônquios. O brônquio direito se dirige ao pulmão direito e se divide ,em três ramos, um para cada lobo pulmonar. O brônquio esquerdo entra no pulmão esquerdo e se divide só em dois ramos, porque o pulmão esquerdo só tem dois lobos.

Cada ramo se divide sucessivamente em ramos, sempre menores. Os brônquios têm importantes relações com os órgãos vizinhos: o brônquio esquerdo é contornado pela croça da aorta; o brônquio direito está em relação direta com a veia cava superior, que lhe fica adiante.

O comprimento da parte extrapulmonar dos brônquios é muito reduzido:5 a 6 centímetros à esquerda; 2 a 3 centímetros à direita. O seu diâmetro é, também, no máximo, de 1,5 centímetros.

Também os brônquios são formados de anéis cartilaginosos, mas a sua estrutura muda aos poucos à medida que eles se ramificam e se tornam sempre mais delgados. A mucosa também é forrada de células cilíndricas com cílios vibráteis, as quais, todavia, ao nível dos brônquios menores (bronquíolos ), se transformam em células cúbicas sem cílios.

Os brônquios estão em relação, justamente ao nível da bifurcação da traquéia, com um grupo de gânglios linfáticos muito importantes, chamados tráqueo-bronquiais. São eles a sede da adenopatia tráqueo-bronquial, freqüente nas crianças e conexa com a infecção tuberculosa.

pulmãoSão dois órgãos de estrutura esponjosa e têm forma de pirâmide com a base descansando sobre o diafragma. O direito é maior que o esquerdo, pois consta de três partes ou lóbulos, enquanto que o outro só tem dois. Cada pulmão se compõe de numerosos lóbulos, os quais por sua vez, contém os alvéolos, que são dilatações terminais dos brônquios; as pleuras são membranas que recobrem os pulmões e os fixam na cavidade torácica. A função principal do pulmão é a hematose, na qual tanto o oxigênio como o dióxido de carbono atravessam a barreira sangue-ar, em forma passiva, por diferenças de concentração (difusão) entre as duas fases. Também participa na regulação da temperatura corporal. Alvéolos: são cavidades diminutas que se encontram formando os pulmões nas paredes dos vasos menores e dos sacos aéreos. Por fora dos alvéolos há redes de capilares sangüíneos. Suas paredes são muito tênues e estão compostas unicamente por uma capa de células epiteliares planas, pela qual as moléculas de oxigênio e de dióxido de carbono passam com facilidade através delas.

pulmões

São dois órgãos anatomicamente macroscópicos que estão localizados nas partes laterais da cavidade torácica, encerrados principalmente pelas costelas. São constituídos por:

A porção intrapulmonar da árvore bronquial.

  • Os vasos sangüíneos.
  • Os ramais nervosos.
  • Tecido elástico.

O pulmão direito é maior do que o esquerdo e consta de três lóbulos, enquanto o esquerdo só tem dois.

Cada pulmão se compõe de numerosos pequenos lóbulos, os quais, por sua vez, contêm numerosos alvéolos que formam os sacos alveolares.

A pleura é a membrana que recobre os pulmões.

A função primária do pulmão é o intercâmbio gasoso entre o sangue e o ar atmosférico.

pulm1

O aparelho respiratório e a sua posição na caixa torócica: A-Pulmões vistos por fora; B-Pulmões em secção.

Os pulmões representam os órgãos essenciais da respiração. Enquanto os outros órgãos respiratórios, na verdade, têm a tarefa de fazer chegar o ar aos pulmões, é neles que se realiza a transformação do sangue venoso ( de cor escura e rico em anidrido carbônico) em sangue arterial (de cor vermelha e rico em oxigênio). Os pulmões estão situados na caixa torácica e têm a forma aproximada de um semicone (um cone cortado longitudinalmente em duas metades, do vértice à base). Distinguem-se assim um vértice, que é a porção mais alta e quase pontiaguda que excede à respectiva clavícula; uma base, que é a parte inferior, alargada, que se apoia sobre o diafragma; duas faces, uma externa ou costal, que está em relação com a caixa torácica e uma interna ou mediastínica. É nesta face que penetra no pulmão o brônquio, acompanhado da artéria pulmonar e das duas veias pulmonares. O ponto de ingresso desses órgãos se chama hilo do pulmão. Os dois pulmões delimitam, entre as suas faces internas, um espaço chamado mediastino” no qual se encontra o coração.

Os pulmões têm uma cor vermelho-escura, que se torna, com a idade, acinzentada ou mesmo enegrecida no velho, pela deposição de partículas de carbono no seu tecido conjuntivo.

A sua consistência é mole e elástica, e, crepita ao tacto pela saída de bolinhas de ar dos alvéolos. O peso é de cerca de 700 gramas para o pulmão direito e de cerca de 600, para o pulmão esquerdo.

O volume é também diverso: o pulmão direito tem um volume superior de 1/15 em relação ao esquerdo. O peso específico varia conforme o pulmão está cheio de ar ou não, ou, então, se ainda não começou a funcionar ou se já começou. N o segundo caso, é mais leve do que a água e flutua; no primeiro, ao contrário, é mais pesado: pondo-se um fragmento dele em um copo com água vai ao fundo. Em medicina legal esta propriedade é aproveitada para saber se um recém-nascido respirou ou não.

A propriedade mais característica do pulmão é a sua elasticidade: o ar que nele penetra obriga-o a dilatar-se, voltando ao seu volume primitivo uma vez saído esse ar.

Os pulmões não constituem uma massa única, mas estão divididos em lobos. O pulmão direito tem três lobos; o pulmão esquerdo, dois. Os pulmões estão envolvidos por uma membrana, a pleura” que, depois de te-los revestido, vai forrar a parede interna da caixa torácica; distingue-se assim uma pleura visceral (que envolve os pulmões) e uma pleura parietal (que adere à caixa torácica). Entre o pulmão e a caixa fica um espaço, o cavo pleural.

pleura

Relações da pleura e do pericárdio com os órgãos torácicos. 1-Coração; 2-Pulmão direito; 3-Pulmão esquerdo; 4-Traquéia; 5-Parede torácica; 6-Costela; 7-Pleura; 8-Pericárdio; 9-Diafragma.

A Estrutura dos Pulmões

penduculo

Pendúnculo pulmonar : 1-Aorta; 2-Artéria pulmonar; 3-Veias pulmonares; 4-Pulmões; 5-Coração

Os pulmões são formados pela extrema subdivisão dos brônquios. Os grandes ramos bronquiais se dividem em ramos sempre mais delgados (brônquios de la ordem, brônquios de 2.a ordem, brônquios de 3.a ordem) e, enfim, nos bronquíolos. Esses terminam abrindo-se em uma ampola chamada infundíbulo, e cada uma delas é formada de muitas pequenas celazinhas: os alvéolos Nos alvéolos, a estrutura dos brônquios se reduziu agora a uma delgadíssima parede, sobre a qual se ramifica uma rede capilar da artéria pulmonar. A superfície total dos alvéolos chega a 80 metros quadrados. Deduz-se daí quanto é extensa a superfície respiratória. Os alvéolos representam os elementos propriamente, respiratórios dos pulmões. Através da sua parede, que é delgadíssima e permeável, têm lugar as trocas gasosas entre o ar que vem do exterior e o sangue que se distribui sobre a parede externa dos alvéolos com a sua rede capilar. Praticamente entre o ar e o sangue se interpõem somente duas membranazinhas (a parede do alvéolo e a parede do capilar) que são facilmente atravessadas pelos gases, seja pelo oxigênio que do ar passa para o sangue, seja pelo anidrido carbônico que segue o caminho inverso, do sangue para o ambiente exterior.

Como tem lugar a respiração

Movimentos da caixa torácica Vista de frente (à esquerda) e de perfil (à direita) A-Inspiração; B-Expiração

A respiração, como temos dito, tem a dupla tarefa de levar às células do organismo o oxigênio, do qual elas têm necessidade e que se acha ‘no ar, e de expelir o anidrido carbônico, formado continuamente pelas células na intimidade dos tecidos, e que constitui o produto último das transformações metabólicas.

Para a realização dessas funções é necessária a intervenção do sangue, e, sobretudo, dos glóbulos vermelhos, sobre os quais o oxigênio e o anidrido carbônico se podem fixar e dos quais podem ser cedidos, seja aos tecidos seja ao ar .

O órgão no qual têm lugar as trocas gasosas é o pulmão, e, em particular, os alvéolos pulmonares. O ar, como já foi dito, chega ali através das vias respiratórias, cuja tarefa não se reduz, porém, a uma simples condução, mas é completada por algumas outras funções acessórias. As fossas nasais, por exemplo, têm a tarefa de aquecer o ar e de depurá-lo do pó que ele contém. Um serviço análogo é prestado ainda por outras partes do aparelho (faringe, traquéia, brônquios), de tal modo que, quando o ar chega nos pulmões, já está bastante

aquecido e purificado. O ar, todavia, não poderia entrar e sair dos pulmões se estes fossem imóveis. Na realidade, os pulmões são órgãos passivos; O que se move e a caixa torácica, que é o verdadeiro elemento ativo da respiração. Dotados de grande elasticidade, os pulmões conseguem acompanhar qualquer modificação da caixa torácica, dilatando-se ou restringindo-se com esta. Caixa torácica e pulmões realizam os “movimentos respiratórios” que são de dois tipos: inspiração, mediante a qual o ar entra nos pulmões, e expiração, mediante a qual o ar é expulso dos pulmões para o exterior. Na inspiração, a caixa torácica, com os pulmões, se dilata; na expiração se restringe. Os movimentos respiratórios se realizam pela intervenção do sistema nervoso. Existe no bulbo (ou medula alongada) o “centro da respiração”. Tal centro envia ordens à caixa torácica, e em particular aos músculos do tórax e ao diafragma, por meio dos nervos; a caixa torácica (e consequentemente os pulmões) se dilata portanto em todas as direções, ou, vice-versa, se restringe. Em particular o diafragma, situado na base da caixa torácica, a aumenta ou a restringe no sentido vertical, levantando ou abaixando as últimas costelas sobre as quais se insere. Os outros músculos intervêm, ao contrário, sobre o diâmetro transversal e ântero-posterior. Os movimentos respiratórios são involuntários, porque se produzem mesmo sem o concurso da nossa vontade (na verdade, respiramos sem tomar conhecimento disto, e respiramos mesmo durante o sono), a vontade pode, porém, intervir para modificar os movimentos respiratórios ou para suspendê-los por curto tempo.

Lobo pulmonar e alvéolos. Estrutura e vascularização. 1-Artéria pulmonar; 2-Veia pulmonar; 3-Ramificação brônquica; 4-Lóbulo pulmonar

Alvéolo pulmonar 1-Lóbulo pulmonar; 2-lóbulo pulmonar visto em secção; 3-Artéria; 4-Brônquio; 5-Veia; 6-Vasos linfáticos.

Quando, na inspiração, a caixa torácica se dilata, produz-se o vazio no interior do tórax; o pulmão, como foi dito, segue fielmente a caixa torácica e, portanto, também ele se dilata. Vindo a pressão interna do pulmão a diminuir, é o ar atmosférico, em conseqüência, aspirado.

O contrário acontece quando a caixa torácica se restringe juntamente com os pulmões.

O verdadeiro movimento ativo é somente aquele da inspiração. A expiração é um movimento passivo e se deve ao fato de que o pulmão, sendo elástico, atingida uma certa dilatação, volta ao seu volume primitivo e a caixa torácica o acompanha passivamente. Tal é o mecanismo da inspiração ordinária. A expiração torna-se ativa e voluntária quando é forçada. Todos podem constatar que, no fim de uma expiração normal, estamos ainda em condições, querendo, de expelir mais ar: isto se consegue “soprando” como para apagar uma vela. Tal expiração forçada é naturalmente voluntária e ativa.

O número de movimentos respiratórios (inspiração e expiração) é de 14 a 16 por minuto no adulto: de 25 a 30 na criança: de 40 a 50 no recém-nascido.

Os movimentos respiratórios tornam a aumentar de freqüência com a idade avançada. Diafragma e costelas são os elementos que, substancialmente, entram em jogo nos movimentos respiratórios. De acordo com os indivíduos prevalece o diafragma ou as costelas: distinguimos, assim, uma respiração prevalentemente abdominal e uma respiração prevalentemente costal. A respiração abdominal é típica da criança, na qual as costelas ficam quase imóveis e é o diafragma que sobretudo se move. Na verdade, olhando uma criança que respira, nota-se que o tórax está firme enquanto se levanta e se abaixa o abdome.

A respiração costal é, contrariamente, típica da mulher: é o tórax, e, particularmente, a parte superior dele, que se move. Isto tem uma finalidade. A respiração costal torna-se útil durante a gravidez, quando o diafragma tem a sua função dificultada pela presença do feto no abdome.

Os movimentos normais respiratórios sofrem modificações em determinadas circunstâncias. Quando executamos um grande esforço físico, por exemplo, é, necessário Interromper a respiração; o tórax deve achar-se dilatado ao máximo por uma profunda inspiração, seguida da oclusão da glote. Isto significa, em linguagem corrente, fazer uma respiração profunda e depois “prender o fôlego”. Nesta situação, a caixa torácica constitui um sólido ponto de apoio que permite aos músculos que nela se inserem contraírem-se com energia e desenvolverem o esforço muscular que se deseja.

Modificações dos atos respiratórios normais são também o bocejo (constituído por uma profunda inspiração), o soluço (inspiração breve e espasmódica devida à contração convulsiva do diafragma), a tosse, o espirro, o riso, que são, ao contrário, transformações da expiração normal.

A quantidade de ar que os pulmões recebem ou expelem a cada inspiração ou a cada expiração pode-se medir com um aparelho especial: o espirômetro. Tal quantidade é, nas condições normais, cerca de meio litro. Uma vez que executamos 16 movimentos respiratórios por minuto, a quantidade de ar que introduzimos é a seguinte: 8 litros por minuto, 480 litros por hora, 11.000 litros em um dia. O ar que penetra nos pulmões a cada inspiração se ajunta àquele contido estavelmente nos pulmões ( os pulmões não se esvaziam nunca completamente de ar). A capacidade total dos pulmões é de cerca de 4 litros e meio no” adulto. Depois de uma expiração normal, ficam ainda nos pulmões cerca de 1600 centímetros cúbicos de ar (ar de reserva). Depois de uma expiração forçada, ficam ainda cerca de 1.200 centímetros cúbicos (ar residual). Mediante uma inspiração muito profunda é possível aumentar a quantidade de ar que entra nos pulmões; esta, na respiração habitual, é de 500 centímetros cúbicos e pode chegar, depois de profunda inspiração, a 1.600 centímetros cúbicos: é este o ar complementar .

As conclusões que podemos tirar, considerando esses valores, são as seguintes:

1) A quantidade de ar que se renova a cada ato respiratório é relativamente pequena.

2) É aconselhável realizar freqüentemente inspirações profundas.

A pressão do ar contido nos pulmões é menor do que aquela existente na atmosfera, durante a inspiração; ao contrário, na expiração, a pressão do ar pulmonar é superior à pressão atmosférica.

O vazio que se produz no tórax pela dilatação da caixa torácica não determina só a entrada de ar nos pulmões, mas age ainda sobre os órgãos da circulação: o sangue venoso é atraído para o coração, e a circulação na veia cava inferior é facilitada. O contrário tem lugar na expiração: a pressão intratorácica é aumentada e se opõe à volta do sangue venoso ao coração. Ela favorece, ao contrário, a circulação nas artérias.

Fenômenos químicos da respirração

Trocas gasosas no organismo: 1-Pulmões; 2-Hematose Hb + 402 = HbOg; 3-Veia pulmonar; 4-Aorta; 5-O2 dissolvido -HbOg; 6-Células e tecidos; 7-Respiração dos tecidos HbOgs = Hb + 402; 8-Eliminação do anidrido carbônico Hb + C02 = HmC02; 9-Anidrido carbônico dissolvido, bicarbonatos, HbC02; 10-Veia cava; 11-Artéria pulmonar .

O ar que entra nos pulmões sofre modificações. Vejamos primeiro qual é a sua composição, tendo em conta que o ar inspirado e absolutamente idêntico ao ar atmosférico: os 21% são constituídos de oxigênio; os 79%, de azoto ou nitrogênio; há, além disso, traços de anidrido carbônico e uma certa quantidade de vapor de água. Tal composição, nos alvéolos pulmonares, é, porém, já diversa, porquanto o ar externo se mistura com aquele já presente nos pulmões, isto é, o ar residual; nesta mistura, o oxigênio desce a 16% e o anidrido, praticamente inexistente antes, elevou-se a 4,6%. O ar expirado contém ainda os 79% de azoto (gás que não participa da respiração), mas o oxigênio ficou reduzido a 15,4% e o anidrido carbônico subiu a 4,30%. Também o vapor de água está notavelmente aumentado (a respiração constitui, na verdade, um importante meio de eliminação de água do organismo). Nos pulmões passam, em um dia, 11

mil litros de ar; uma vez que 1/5 deste é constituído de oxigênio e um litro deste gás pesa 1,4 gramas, pode-se concluir que, em um dia, o homem inspira 2,500 kg de oxigênio e expira 1.750. Os 750 gramas de diferença, equivalentes a cerca de 530 litros, representam a quantidade de oxigênio fixada nos glóbulos vermelhos. A quantidade de” anidrido carbônico eliminada nas 24 horas é de 850 gramas, cerca de 400 litros.

Vejamos agora as modificações químicas que têm lugar ao nível dos tecidos. O oxigênio do ar inspirado atravessa a parede dos alvéolos e entra nos capilares sangüíneos; neles, se fixa sobre a hemoglobina dos glóbulos vermelhos, os quais o levam para todas as partes do organismo. Nos capilares dos tecidos tem lugar o fenômeno oposto: o oxigênio abandona a hemoglobina, e entra nas células, ajudado nesta sua passagem por alguns importantes fermentos ou enzimas. Isto constitui a respiração dos tecidos ou respiração interna. O oxigênio serve para as combustões profundas das células, à sua nutrição e à sua reprodução; os produtos resultantes destas combustões seriam em parte inteiramente destruídos e em parte assimilados pelas células; as partes inúteis ou nocivas são lançadas no sangue: as escórias solúveis entram no plasma e são depois eliminadas pelo rim; as partes gasosas (anidrido carbônico) fixam-se sobre os glóbulos vermelhos que as transportam aos pulmões, dos quais são, pela expiração, eliminados. Os pulmões representam, pois, um centro de trocas; entre pulmões e tecidos o indispensável intermediário é o sangue.

O sangue arterial contém 18% de oxigênio e 38% de anidrido carbônico; o sangue venoso contém só 1,8% de oxigênio, enquanto o anidrido carbônico sobe a 48%. Toda troca respiratória tem por causa uma diferença de pressão (tensão) entre o sangue e o ar. O oxigênio, nos capilares pulmonares tem uma tensão de 44 mm, enquanto a pressão do oxigênio no ar varia de 110 a 140mm. Tem-se, portanto, uma passagem do oxigênio do ar para o sangue. Ao contrário, o anidrido carbônico, nos capilares pulmonares tem uma tensão de 82mm, muito superior à pressão do anidrido carbônico no ar (7 mm). Portanto, o anidrido carbônico passa dos glóbulos para o ar.

A hemoglobina não retém só o oxigênio e o anidrido carbônico, mas tem, também, afinidade pelo óxido de carbono; e mesmo, enquanto com os dois primeiros gases a ligação é lábil (tanto é verdade que eles abandonam facilmente a hemoglobina para passar nos tecidos ou no ar), o óxido de carbono forma com a hemoglobina um composto estável, a carboxiemoglobina. Em outras palavras, uma vez fixado à hemoglobina, o óxido de carbono não se separa mais, e por isso é um gás venenoso. Quando um indivíduo respira em uma atmosfera rica em óxido de carbono, se envenena lentamente; os seus glóbulos vermelhos estão ocupados pelo gás e não são mais disponíveis para a respiração normal.

Quando a atmosfera está saturada de gás, vem a morte em pouco tempo. Tais acidentes são muito comuns. O óxido de carbono se forma pela combustão incompleta do carbono. Por isso é perigoso dormir em locais aquecidos com aparelhos que queimam carvão. O óxido de carbono é um constituinte essencial do gás de iluminação e a isso é devida a sua periculosidade. No curso da respiração se produz um outro fenômeno: o sangue elimina uma parte da água, sob a forma de vapor de água, passando pelos pulmões. Em conseqüência se esfria passando para o ar . A temperatura do sangue na artéria pulmonar é na verdade superior àquela do sangue das veias pulmonares. A evaporação da água ao nível dos pulmões é um complemento daquela muito maior que se realiza na superfície da pele ( eliminação do suor) e contribui para manter constante a temperatura do corpo.

Para que fique bem compreendido o funcionamento do aparelho respiratório é necessário insistir sobre um ponto básico: o fenômeno da dilatação dos pulmões ” é puramente passivo, isto é, os pulmões se dilatam porque a caixa torácica se dilata. E a caixa torácica se dilata por um movimento ativo de contração dos músculos ditos inspiradores. Na verdade, a pressão do ar, de dentro para fora, não sendo compensada por uma pressão contrária, obriga os pulmões a acompanharem os movimentos da caixa torácica.

Referências Bibliográficas

Anatomia. Basmajian. 7ª Edição. – Tratados de Fisiologia

Médica. Guyton – Hall. 9ª Edição. – Fisiologia Humana.

Cingolani – Houssay. Tomo II. – Anatomia Humana.

Descritiva e Topográfica. H. Ruvere. Tomo II. Anatomia do Tronco. 3ª edição.

Imagens e animações: Foram realizadas pela equipe de LatinSalud.com


Exercício de relaxamento

comentários Comentários desativados em Exercício de relaxamento
Por , agosto 12, 2010 4:29 pm

O primeiro requisito para cantar bem é estar com o corpo bem relaxado. Devido à atividade diária é quase impossível estar com o corpo bem relaxado, sendo assim, as tensões acumuladas, geralmente, nos músculos do pescoço, ombros e costas atrapalham em muito o bom desempenho de sua voz. Para que você tenha uma voz relaxada, é preciso relaxar, primeiramente, o seu corpo.

Vamos descrever abaixo alguns exercícios úteis para um bom relaxamento.

Exercício 1

Bem devagar, faça movimentos com a cabeça: primeiro para a frente, como se fosse encostar o queixo na base do pescoço; para trás, fazendo o queixo apontar para o teto; para cada um dos lados, como se fosse levar cada orelha ao ombro (atenção: não eleve o ombro, é a cabeça que se move!).

Exercício 2

Sempre devagar, faça movimentos de rotação com a cabeça. Deixe os ombros relaxados

Exercício 3

Faça movimentos circulares de rotação com os ombros – primeiro de trás para a frente, depois invertendo a direção.

Exercício 4

Tente encostar os ombros nas pontas das orelhas; depois solte os ombros, como se estivessem caindo. Você deverá sentir-se o mais solto possível.

Bem vindo ao Blog do Coral Vozes de Sião

comentários Comentários desativados em Bem vindo ao Blog do Coral Vozes de Sião
Por , fevereiro 25, 2010 12:14 pm

O coral Vozes de Sião pertence à igreja Assembleia de Deus ministério de Madureira em Araras/SP e é composto por cristãos fiéis de todas as idades que procuram dar o melhor de si para louvar a Deus.

Panorama Theme by Themocracy